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Grupo “As Bonecas” é derrubado do WhatsApp após denúncia de influenciadora por alegada burla e exposição de imagens íntimas

MAPUTO — Um grupo denominado “As Bonecas”, que funcionava através do WhatsApp e estaria ligado à comercialização fraudulenta de fotografias e vídeos de teor íntimo, foi derrubado após uma denúncia apresentada por uma influenciadora cujas imagens teriam sido divulgadas sem autorização.

O caso terá ocorrido em Maputo, no dia 25 de Agosto de 2026, depois de a influenciadora descobrir que fotografias e vídeos seus estavam a ser utilizados em grupos de WhatsApp como suposto conteúdo à venda.

Segundo as informações disponíveis, os administradores e alguns membros do grupo recorreriam a perfis falsos para promover conteúdos e atrair potenciais vítimas. Os interessados seriam posteriormente cobrados valores que variavam entre 30, 50, 100 meticais ou mais, dependendo do tipo de conteúdo alegadamente disponibilizado.

Ao aperceber-se de que as suas imagens estavam a ser utilizadas, a influenciadora decidiu investigar a situação mais profundamente. Durante as pesquisas, terá identificado um grupo clandestino no WhatsApp, onde imagens de diferentes pessoas seriam utilizadas para dar credibilidade às ofertas e convencer utilizadores a efectuar pagamentos.

A descoberta levou à denúncia do grupo, que posteriormente acabou por ser derrubado da plataforma.

Imagens continuam a circular nas redes sociais

Apesar da remoção do grupo, o caso não terminou com o encerramento da comunidade no WhatsApp. Segundo as informações divulgadas, algumas das fotografias e vídeos continuam a circular nas redes sociais, aumentando a preocupação em torno da exposição não autorizada da influenciadora.

A identidade da mulher envolvida está a ser mantida em sigilo, numa tentativa de preservar a sua privacidade e evitar uma exposição ainda maior.

O episódio levanta também preocupações sobre a utilização de identidades falsas, a comercialização fraudulenta de conteúdos digitais e a divulgação não autorizada de imagens íntimas através de plataformas de mensagens.

Caso reacende debate sobre crimes digitais

A denúncia volta a chamar atenção para os riscos associados à circulação de conteúdos íntimos na internet, sobretudo quando imagens são retiradas das redes sociais e utilizadas por terceiros sem autorização.

Além do possível prejuízo financeiro causado às pessoas enganadas, a divulgação de imagens íntimas sem consentimento pode provocar consequências graves para as vítimas, incluindo exposição pública, constrangimento e danos à reputação.

As circunstâncias exactas do caso, bem como a identidade dos responsáveis pelo grupo e a eventual existência de outras vítimas, ainda precisam de ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

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