IMG 20260902 WA0057

Novo Governador do Banco de Moçambique evita promessas e diz precisar de tempo para avaliar mudanças

Felisberto Dinis Navalha assumiu oficialmente o cargo de Governador do Banco de Moçambique, depois de tomar posse esta quarta-feira, perante o Presidente da República, Daniel Chapo.

O novo responsável pelo banco central entra em funções com o desafio de melhorar o desempenho da instituição e superar o legado deixado pelo seu antecessor, Rogério Zandamela, que esteve à frente do Banco de Moçambique durante dez anos.

A cerimónia de tomada de posse contou com a presença de membros do Governo e de dirigentes da Presidência da República.

Durante a ocasião, Daniel Chapo recordou os vários choques económicos que marcaram os dez anos de liderança de Zandamela no Banco de Moçambique.

O Presidente lembrou que Rogério Zandamela assumiu o comando da instituição em 2016, num período particularmente difícil para Moçambique, marcado por uma grave crise económica e financeira na sequência da revelação das chamadas dívidas ocultas.

Segundo Chapo, quando o país ainda procurava recuperar dos efeitos daquele primeiro choque, surgiu um novo desafio de grandes proporções: a pandemia da COVID-19, que provocou fortes impactos tanto na economia moçambicana como na economia mundial.

Mas os desafios não terminaram com a pandemia.

Posteriormente, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, bem como o conflito entre Israel e Palestina, contribuíram para aumentar as pressões sobre os preços internacionais, particularmente os preços dos combustíveis, colocando novamente a economia moçambicana perante novos constrangimentos.

Navalha evita prometer mudanças imediatas

Enquanto o Presidente da República já definiu as expectativas para o novo ciclo do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha adoptou uma postura cautelosa quando questionado sobre as mudanças que pretende implementar.

Questionado sobre qual será a principal inovação que pretende introduzir durante a sua gestão, o novo Governador afirmou que precisa primeiro de conhecer e avaliar a actual realidade da instituição antes de anunciar alterações.

Saí da casa há quatro anos. Para hoje é difícil dizer o que vou mudar. Preciso de tempo para avaliar”, declarou Felisberto Navalha.

A declaração reflecte a intenção do novo Governador de, nesta fase inicial, evitar promessas de mudanças imediatas e procurar primeiro avaliar a situação do Banco de Moçambique antes de definir as medidas que poderão marcar a sua gestão.

Felisberto Dinis Navalha inicia, assim, o seu mandato num contexto de fortes expectativas, depois de uma década de liderança de Rogério Zandamela marcada por sucessivos choques económicos internos e externos.

Outras Notícias do Autor

Director dos Servicos Distritais de Actividades Economicas extensionista e motorista detidos por alegado desvio de insumos agrarios em Mandlakazi 1111x500 1

Director, extensionista e motorista detidos por desvio de insumos agrícolas em Mandlakazi

vecteezy fuel nozzle at gas station refueling vehicle 70870727 scaled

Gasóleo dispara na África do Sul e aumenta risco de subida dos preços em Moçambique

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *