A norte-americana Christa Pike, de 50 anos, falou publicamente pela primeira vez cerca de um mês depois de ter sobrevivido a uma tentativa de execução por injecção letal no estado do Tennessee, nos Estados Unidos da América (EUA).
A mulher, que permanece no corredor da morte há mais de três décadas, deveria ter sido executada há precisamente um mês. No entanto, sobreviveu às duas doses de pentobarbital que lhe foram administradas, tornando-se a primeira mulher a sobreviver a uma tentativa de execução através deste método.
Condenada por um homicídio violento cometido na década de 1990, Christa Pike revelou, em declarações citadas pelo The New York Times e pela NBC News, que nunca tinha imaginado como seria a sua vida depois do dia em que estava prevista a sua execução.
Agora, depois de ter sobrevivido à experiência, a norte-americana admite estar a questionar-se sobre os motivos que permitiram que continuasse viva, procurando encontrar algum significado no que aconteceu.
Pike manifestou igualmente profunda revolta com a forma como o procedimento foi conduzido, afirmando estar «profundamente magoada com a incompetência que colocou tantas pessoas nesta situação terrível».
Dores físicas e sofrimento psicológico após a tentativa de execução
Ao falar sobre as consequências da tentativa de execução, Christa Pike revelou que continua a enfrentar dores constantes desde aquela noite, apresentando dificuldades físicas que afectam diferentes partes do corpo.
«Dói-me o corpo, os braços, as mãos e a garganta. Continuo a ter dificuldades em falar. E a dor não é apenas física. É uma dor que sinto na mente e na alma», declarou.
A norte-americana acrescentou que, desde o seu regresso ao Debra K. Johnson Rehabilitation Center, localizado em Nashville, tem permanecido praticamente em isolamento.
Advogado aponta sinais significativos de recuperação
Apesar das dificuldades enfrentadas, existem sinais de melhoria no estado de recuperação de Christa Pike.
Na semana passada, o seu advogado informou que a mulher já apresentava progressos significativos, conseguindo caminhar sem ajuda, comunicar com maior clareza e construir frases completas.
A própria confirmou que tem sentido melhorias, embora reconheça que ainda está longe de recuperar totalmente.
«Estou a recuperar e sei que estou a ficar mais forte. Mas recuperar não significa que esteja tudo bem», afirmou.
O caso de Christa Pike continua a despertar atenção nos Estados Unidos, sobretudo por se tratar de uma situação inédita de sobrevivência a uma tentativa de execução por injecção letal com pentobarbital.
Fonte original: SIC Notícias | Jornalista: Mariana Jerónimo
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