O ministro da Saúde, Ussene Isse, considera que o incêndio que destruiu parte do Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM), na manhã deste domingo, 1 de Novembro, constitui um grande retrocesso para o país, sobretudo tendo em conta os progressos alcançados no tratamento de doenças oncológicas.
Em declarações à imprensa, o governante manifestou preocupação com os estragos provocados pelo fogo e assegurou que o Executivo está a desenvolver esforços para reduzir o impacto da ocorrência na assistência aos pacientes.
Ussene Isse confirmou que os 22 pacientes que estavam internados no Serviço de Oncologia foram retirados em segurança e transferidos para outra enfermaria, onde continuam sob cuidados médicos.
O ministro assegurou que o Governo irá adoptar todas as medidas necessárias para garantir a continuidade dos tratamentos e a disponibilidade de medicamentos para os doentes oncológicos.
“O mais importante é a continuidade dos serviços e nós estamos preparados e tudo faremos para que ninguém fique para trás e ninguém tenha falta de medicamentos nesta área da oncologia”, afirmou.
O governante revelou ainda que, no decurso das operações de combate ao incêndio, foram retiradas pelo menos 30 botijas de gás e 12 viaturas que estavam expostas ao perigo devido à proximidade das chamas.
Acrescentou que a cápsula utilizada nos tratamentos oncológicos, que contém a fonte radioactiva responsável pela emissão de raios gama, também foi removida em segurança. Segundo as informações avançadas pelo ministro, não existe risco de contaminação radioactiva.
Ussene Isse apelou igualmente à responsabilidade na partilha de informações sobre o incidente, chamando a atenção para a circulação de boatos e conteúdos cuja veracidade não foi confirmada.
Visivelmente emocionado, o ministro reconheceu as consequências do incêndio para o sector da Saúde e para os pacientes que dependem dos serviços de oncologia. Reiterou, contudo, que a prioridade do Governo consiste em assegurar a assistência médica, garantir o fornecimento de medicamentos e encontrar soluções para a recuperação dos serviços afectados.
