O analista político, ativista cívico e diretor do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), Adriano Nuvunga, pronunciou-se sobre a recente exoneração de Margarida Mapandzene do cargo de governadora da província de Gaza. Na sua perspetiva, a saída da governante é um reflexo claro de lutas internas pelo poder dentro do partido Frelimo, e não o resultado de uma ação estruturada e direta no combate à corrupção.
Nuvunga defende de forma categórica que a responsabilização de figuras públicas e dirigentes deve ser ancorada em mecanismos institucionais genuinamente independentes. O diretor do CDD reitera que a transparência e a prestação de contas não devem ser utilizadas como instrumentos para resolver rivalidades políticas internas ou para realizar meras acomodações partidárias.
