Governo Moçambicano Manifesta Preocupação com a Rápida Propagação de “Fake News” nas Redes Sociais

O Governo de Moçambique emitiu um sério alerta sobre a velocidade a que informações falsas e não verificadas circulam atualmente nas plataformas digitais. Na perspetiva do Executivo, esta rápida disseminação está a agravar os níveis de desinformação e a gerar um clima de confusão generalizada na sociedade.

O fenómeno, aponta o Governo, ganha proporções ainda maiores devido à atual era de transformação digital, impulsionada pelo uso da inteligência artificial e pela massificação das redes sociais, terreno fértil para a proliferação das chamadas “fake news”.

O Papel dos Comunicadores na Era Digital

Estas preocupações foram partilhadas ontem, em Maputo, por Inocêncio Impissa, Ministro da Administração Estatal e Função Pública. O governante discursava na sessão de abertura do I Fórum dos Comunicadores do Governo, marcando presença no evento em representação da Primeira-Ministra, Benvinda Levi.

Durante a sua intervenção, Inocêncio Impissa destacou que a conjuntura atual revolucionou a forma como os conteúdos são produzidos e distribuídos, impondo novos obstáculos e responsabilidades aos profissionais de comunicação do Estado. Para ilustrar a rapidez do mundo digital, o ministro exemplificou que “uma mensagem produzida num gabinete em Maputo pode chegar, em poucos minutos, a cidadãos em Mavago, Mueda, Sussundenga ou outro ponto do país”.

Prevenção e Adaptação Institucional

Face a esta realidade, o ministro alertou que o Governo não pode limitar-se a uma postura reativa — baseada em sucessivos desmentidos, briefings e comunicados de imprensa para retificar falsidades. Pelo contrário, defendeu que os comunicadores estatais precisam de se adaptar rapidamente, utilizando as plataformas digitais com inteligência, responsabilidade e proatividade.

Impissa foi claro quanto às exigências técnicas atuais: os profissionais devem possuir um domínio absoluto das redes sociais e saber adaptar as suas mensagens às novas tecnologias. O objetivo principal é promover a inclusão digital e transformar a comunicação institucional, promovendo um diálogo franco e aberto com os cidadãos.

Ética, Verdade e Responsabilidade do Estado

O governante fez questão de lembrar aos presentes que cada fragmento de informação partilhado representa uma instituição pública e, em última instância, o próprio Estado moçambicano. Como tal, apelou a que a comunicação institucional seja sempre guiada pelo interesse público, assumindo um compromisso inabalável com a verdade.

A concluir a sua intervenção, o Ministro da Administração Estatal e Função Pública enalteceu a importância vital destes profissionais como ponte entre o Governo e o povo. Cabe aos comunicadores, frisou Impissa, a difícil mas essencial tarefa de traduzir políticas complexas, decisões e programas estatais numa linguagem acessível e compreensível para os mais diversos públicos. Uma missão que, rematou, exige “elevados padrões de profissionalismo, ética, rigor e sentido de missão”.

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