Zebito acusa Estado de tentar incriminar Venâncio Mondlane por medo político
Durante uma emissão recente do programa “Turma da Tarde”, o comentador Zebito expressou fortes críticas ao Estado moçambicano e ao partido no poder, a Frelimo, alegando uma campanha de perseguição política direcionada a Venâncio Mondlane. Assumindo uma postura de imparcialidade e “defesa da verdade”, Zebito exigiu o fim do que chamou de “brincadeiras” e “indisciplina” por parte das instituições judiciais e estatais.
As principais alegações do comentador
Zebito argumentou que os processos contra Venâncio Mondlane são infundados e motivados pelo receio de concorrência política. Entre os principais pontos da sua intervenção estão:
- Inocência de Mondlane: O comentador afirmou categoricamente que Venâncio Mondlane não cometeu qualquer crime que justifique julgamentos ou incriminações por parte do Tribunal Supremo.
- Medo eleitoral: Segundo Zebito, as tentativas de criminalizar o político derivam do medo do partido Frelimo em concorrer contra ele num ambiente verdadeiramente democrático.
- Reivindicações legítimas: As ações de Mondlane foram justificadas como uma resposta direta a um processo eleitoral que “claramente não foi transparente”, motivando a indignação popular.
- Apelo à anulação: Foi feito um apelo para que a Justiça seja imparcial e anule todas as acusações contra Mondlane, permitindo que a democracia prevaleça.
Críticas socioeconómicas e transparência
Além do caso de Venâncio Mondlane, Zebito aproveitou o espaço para traçar um retrato duro da realidade socioeconómica de Moçambique. Ele alertou que o povo moçambicano está exausto com a degradação dos serviços públicos.
O comentador destacou falhas graves, como a ausência de medicamentos nos hospitais, escolas onde crianças sentam no chão por falta de carteiras e um sistema de ensino que classificou como “fracassado”. Para Zebito, a verdadeira preocupação da Justiça não deveria ser silenciar opositores, mas sim investigar questões de interesse público, chegando a desafiar figuras como Lúcia Ribeiro a prestarem contas sobre o paradeiro de fundos públicos (“os 500 milhões”).
O comentador encerrou a sua participação reafirmando que o seu único compromisso é com a verdade, distanciando-se de qualquer acusação de fomentar violência.
Como você acha que a cobertura da mídia sobre essas declarações de Zebito pode impactar o atual cenário político e a opinião pública em Moçambique?
