Foi quase governador por um dia e novos nomes deverão ser anunciados
O Presidente da República, Daniel Chapo, recuou da decisão de nomear Waldemar Fernando de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique, apenas um dia depois de ter formalizado a escolha. A decisão foi tomada antes da cerimónia de tomada de posse.
Ao que tudo indica, o Chefe do Estado decidiu reavaliar o perfil de Waldemar de Sousa, que é um dos arguidos num processo autónomo relacionado com o caso das chamadas Dívidas Ocultas.
Waldemar de Sousa havia sido nomeado na segunda-feira, 31 de Agosto, para substituir Rogério Zandamela na liderança do Banco de Moçambique, depois do término do seu mandato. Para o cargo de Vice-Governador, Daniel Chapo tinha indicado Felisberto Dinis Navalha.
A cerimónia de tomada de posse dos dois responsáveis estava inicialmente prevista para terça-feira, 1 de Setembro, mas acabou por ser adiada para quarta-feira, 2 de Setembro.
Entretanto, numa reviravolta que tornou a nomeação de Waldemar de Sousa numa das decisões mais breves do início do mandato de Daniel Chapo, o Presidente da República decidiu recuar da escolha, abrindo caminho para a indicação de uma nova equipa para dirigir o Banco de Moçambique.
A escolha de Waldemar de Sousa tinha suscitado interrogações devido à sua anterior passagem pelo Banco de Moçambique e, sobretudo, à sua ligação processual ao escândalo das chamadas Dívidas Ocultas.
Com a reversão da decisão antes da tomada de posse, deverão ser anunciados novos nomes para assumir a liderança do Banco de Moçambique.
Fonte: Evidências
