Benedita Guimino: de técnica a vice-governadora do Banco de Moçambique
Maputo, 1 de Setembro de 2026 — Benedita Maria Guimino, economista natural da província de Inhambane, foi nomeada nova vice-governadora do Banco de Moçambique (BdM), depois de construir uma longa carreira profissional dentro da própria instituição.
Nascida em 1972, Benedita Maria Guimino é irmã de Benedito Guimino, edil de Inhambane. É licenciada em Economia pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), formação concluída em 2001, e possui um mestrado em Economia do Desenvolvimento, concluído em 2010. Actualmente, encontra-se a realizar um doutoramento em Economia.
A sua ligação ao Banco de Moçambique começou em 1999, quando ingressou na instituição como Técnica de Emissão e Circulação Monetária, no Departamento de Emissão e Tesouraria.
Ao longo da carreira, Guimino foi assumindo diferentes funções e responsabilidades. Entre 2006 e 2014, exerceu o cargo de Assistente de Direcção da Divisão de Emissão e Circulação Monetária.
Posteriormente, dirigiu o Departamento de Emissão e Tesouraria, entre 2014 e 2018, antes de assumir a liderança do Departamento de Sistemas de Pagamento, função que desempenhou entre 2018 e 2019.
Em 2006, foi distinguida com um Diploma de Mérito pelo seu contributo na introdução da nova família do Metical, numa fase considerada importante para a modernização do sistema monetário moçambicano.
A experiência adquirida ao longo dos anos conduziu-a, em 2019, ao Conselho de Administração do Banco de Moçambique.
Na qualidade de administradora, começou por dirigir os pelouros de Serviços Administrativos e Património e de Serviços Financeiros e Recursos Humanos.
Entre 2020 e 2022, passou a responder pelo pelouro de Serviços Administrativos e Património.
Actualmente, Benedita Guimino dirige o pelouro de Estabilidade Financeira no Banco de Moçambique, área que passa agora a integrar a sua experiência na nova função de vice-governadora da instituição.
A sua nomeação representa, assim, a progressão de uma carreira construída ao longo de mais de duas décadas no Banco de Moçambique, desde as funções técnicas até à administração e, agora, à vice-governação do banco central.
