A construtora indiana de automóveis Ashok Leyland poderá investir na instalação de uma unidade industrial para a produção de autocarros movidos a gás natural e electricidade em Moçambique, numa iniciativa que poderá contribuir para o desenvolvimento de soluções de transporte mais sustentáveis no país.
A possibilidade foi levantada na sequência de um convite formulado pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, à empresa indiana, à margem da conferência SAGARMANTHAN – Diálogo sobre os Grandes Oceanos, realizada em Nova Deli, na Índia.
Durante o encontro, João Matlombe incentivou a Ashok Leyland a retomar os seus investimentos em Moçambique, com especial atenção à produção e disponibilização de autocarros movidos a gás natural e electricidade.
O governante destacou as oportunidades existentes no país, sobretudo no que diz respeito à produção de gás natural e de energia eléctrica, considerando que estes recursos podem favorecer o desenvolvimento de alternativas de transporte mais sustentáveis.
Proposta para converter autocarros a diesel em veículos a gás natural
Além da possibilidade de produção de novos autocarros, o ministro dos Transportes e Logística incentivou a empresa a apresentar propostas para a reconversão de autocarros movidos a diesel para gás natural.
A iniciativa pretende reduzir a exposição de Moçambique às oscilações dos preços dos combustíveis nos mercados internacionais, promovendo alternativas energéticas para o sector dos transportes.
Formação e contratação de mão-de-obra moçambicana
No domínio da formação profissional, João Matlombe agradeceu à Ashok Leyland pelo apoio prestado através da disponibilização de estágios para estudantes moçambicanos na Índia.
O ministro encorajou igualmente a empresa a reforçar as oportunidades de formação e a contratação de trabalhadores nacionais, contribuindo para o desenvolvimento das competências locais e para a participação de moçambicanos no sector industrial.
Apesar das perspectivas apresentadas, a eventual instalação da unidade de produção de autocarros continua a ser uma possibilidade, não tendo sido anunciada, no texto divulgado, uma decisão definitiva de investimento ou uma data para o início das operações.
Fonte: Jornal Notícias.
