O Parque Nacional de Maputo (PNM) foi oficialmente inscrito como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A confirmação foi anunciada nesta semana, após decisão tomada durante a 47.ª sessão do Comité do Património Mundial, realizada em Paris, França.
A nomeação representa um marco histórico para Moçambique e reforça os esforços de conservação ambiental no continente africano. O Parque Nacional de Maputo, situado na região sul do país, cobre uma extensão de 1.794 km² e abriga uma rica biodiversidade, com espécies raras e ecossistemas únicos.
Segundo a UNESCO, o PNM desempenha um papel crucial na proteção de espécies em risco, como as tartarugas-de-couro e as tartarugas-comuns, cujos ninhos podem ser encontrados nas praias do parque. A área também é conhecida por concentrar a maior população mundial de peixes-rei gigantes e por ser um ponto estratégico na rota das aves migratórias da África Oriental.
Criado em 2021 através da fusão da Reserva Especial de Maputo com a Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro, o parque foi inicialmente concebido para proteger os elefantes costeiros da região. Desde então, passou por uma profunda transformação ecológica, tornando-se um exemplo de sucesso na conservação ambiental em África.
Com o apoio da Peace Parks Foundation, a área recebeu investimentos em infraestrutura e fiscalização, o que permitiu a reintrodução de mais de 5.000 animais selvagens — um passo decisivo para revitalizar o ecossistema local.
