O Procurador-Geral de Moçambique, Américo Letela, solicitou a responsabilização criminal dos envolvidos nos acidentes rodoviários que, numa única semana, ceifaram a vida de 35 pessoas nas províncias de Maputo e Gaza, no sul do país. Letela defende que os acidentes não podem ser tratados apenas como fatalidades, mas sim como crimes resultantes de negligência. O objetivo é que os responsáveis, incluindo os motoristas e as empresas de transporte, sejam processados judicialmente.
Os acidentes em questão foram causados por excesso de velocidade, condução sob o efeito de álcool e sobrelotação. Um dos acidentes mais graves envolveu uma viatura de 15 lugares que transportava 27 pessoas. Além disso, foi revelado que os motoristas não tinham a habilitação necessária para conduzir transporte público de passageiros.
O Procurador-Geral também pediu a responsabilização dos agentes de trânsito que, por corrupção ou negligência, permitiram a circulação de veículos que violavam as regras. A Procuradoria quer desmantelar a rede de corrupção nas estradas moçambicanas, garantindo que a impunidade não prevaleça.
A tragédia faz parte de um cenário alarmante de insegurança rodoviária em Moçambique, onde foram registradas mais de 409 mortes em acidentes de viação no primeiro semestre do ano. O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, já havia apelado à prudência na condução após acidentes anteriores, reforçando a urgência de medidas para combater a alta sinistralidade no país.
