Um violento terramoto abalou, na madrugada desta segunda-feira (01/09), o leste do Afeganistão, provocando mais de 800 mortos e cerca de 2.800 feridos, segundo dados preliminares divulgados por um porta-voz do governo. Trata-se de um dos piores desastres sísmicos já registados no país, que vive sob forte crise humanitária.
O abalo, de magnitude 6 na escala de Richter, atingiu as províncias de Kunar e Nangarhar, sendo sentido também em Cabul e em regiões próximas do Paquistão. O epicentro localizou-se a 27 quilómetros de Jalalabad, capital de Nangarhar, junto à fronteira com Kunar.
O tremor principal foi seguido por cinco réplicas, agravando ainda mais o cenário de destruição. Autoridades alertam que o número de vítimas pode subir, já que muitas áreas afetadas são montanhosas, remotas e de difícil acesso, com elevado risco de deslizamentos de terra.
Equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes, e helicópteros já transportaram centenas de feridos para hospitais regionais. O Ministério do Interior informou que mobilizou todos os recursos disponíveis para garantir assistência rápida, incluindo apoio em segurança, alimentação e cuidados médicos.
A ONU, através da sua missão no Afeganistão, lamentou a tragédia e confirmou que equipas humanitárias estão no terreno prestando socorro emergencial.
O país, um dos mais pobres do mundo, tem um histórico de tragédias sísmicas recentes: em junho de 2022, um abalo de magnitude 5,9 matou mais de 1.000 pessoas; já em outubro de 2023, um sismo de 6,3 em Herat, perto da fronteira com o Irão, deixou mais de 1.500 mortos.
