Palma: Comunidade e agentes económicos exigem diálogo com a TotalEnergies e ameaçam protestos

Empresários, empreendedores, agentes económicos e membros da comunidade de Palma, em representação também dos distritos de Mocímboa da Praia, Mueda, Nangade e Midumbe, enviaram uma carta ao administrador distrital manifestando descontentamento quanto ao processo de retoma do projeto de gás natural liquefeito (LNG) da TotalEnergies em Afungi.

De acordo com os signatários, a companhia estaria a marginalizar a vila de Palma ao concentrar fornecedores e serviços apenas dentro do recinto da empresa, o que, segundo afirmam, acaba por excluir as atividades económicas locais. Algumas empresas, inclusive, teriam sido orientadas a transferir-se para o interior do perímetro da petrolífera, agravando ainda mais o sentimento de afastamento da população.

Na mesma carta, a comunidade lembra que já houve duas tentativas de reunião com a TotalEnergies, ambas sem sucesso devido à ausência de representantes da companhia. Por isso, exigem que seja marcada uma data para encontro ainda neste mês, conforme promessa anteriormente feita pela empresa.

Entre as principais reivindicações, os subscritores destacam a necessidade de esclarecimentos sobre 25 questões pendentes, com particular enfoque na aplicação da lei de conteúdo local, que determina a participação de empresas e mão-de-obra nacionais nos megaprojetos.

A comunidade deixa ainda um ultimato: caso não obtenha resposta até 10 de setembro, será organizada uma manifestação aberta em Palma.

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