O debate sobre o “fim do mundo” já não é apenas assunto de ficção científica ou crença popular. Hoje, vozes respeitadas da ciência e da academia vêm levantando sérias preocupações sobre o risco de uma catástrofe capaz de ameaçar a sobrevivência da espécie humana.
Inteligência artificial e riscos existenciais
O futurólogo Toby Ord, da Universidade de Oxford, alerta que a humanidade pode enfrentar um colapso total nos próximos 75 anos caso a inteligência artificial avance de forma descontrolada. Nick Bostrom, também referência no tema, traça um cenário ainda mais pessimista: a possibilidade de extinção da humanidade até o próximo século.
Previsões sombrias
O escritor e pesquisador Jared Diamond, vencedor do Prémio Pulitzer, defende que as chances de sobrevivência da nossa espécie para além de 2050 não passam de 50%. Já Luke Kemp, da Universidade de Cambridge, lembra que a história mostra que sociedades entram em colapso devido a ciclos de ganância, desigualdade extrema e destruição ambiental.
Essas reflexões reforçam a urgência de repensar os rumos da humanidade, num momento em que a crise climática, o desenvolvimento tecnológico acelerado e os riscos geopolíticos aumentam as incertezas sobre o futuro do planeta.
