Países africanos recusam acolher Embaló e ex-presidente segue para o Marrocos

Países africanos não querem dar refúgio a Umaro Sissoco Embaló

Umaro Sissoco Embaló deixou Congo-Brazzaville nesta quarta-feira, 3 de dezembro, acompanhado da família, com destino ao Marrocos, onde pretende obter acolhimento após ser afastado da presidência da Guiné-Bissau. Essa é a terceira viagem realizada pelo ex-chefe de Estado no intervalo de uma semana, depois de passagens por Dakar e Brazzaville.

Inicialmente, Embaló tentou permanecer em Dakar, no Senegal, onde ficou cerca de 48 horas. Porém, a estadia foi marcada por fortes críticas do primeiro-ministro senegalês, que o acusou de ter inventado um golpe de Estado para evitar a divulgação dos resultados eleitorais. Sem sucesso, seguiu para Congo-Brazzaville, onde permaneceu alguns dias, mas também enfrentou contestação popular e resistência entre conselheiros próximos do presidente Denis Sassou Nguesso, que não apoiaram a sua permanência no país.

Na manhã desta quarta-feira, 3 de dezembro de 2025, o ex-presidente embarcou novamente com a família, desta vez rumo ao território marroquino, em busca de uma nova tentativa de refúgio.

Vale lembrar que o ex-presidente senegalês Macky Sall, aliado de longa data de Embaló, também se encontra refugiado em Marrocos desde a derrota eleitoral no seu país.

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