O setor empresarial mexicano está em luto após a confirmação da morte de José Adrián Corona Radillo, Diretor-Presidente do Grupo Corona. O executivo, que estava desaparecido desde o final de dezembro, foi localizado sem vida no município de Atenguillo, no estado de Jalisco.
O Crime e a Emboscada
O caso teve início no dia 26 de dezembro, durante o que deveria ser um deslocamento familiar. Radillo viajava com sua companheira e filhos pela Rodovia Federal que conecta Talpa de Allende a Puerto Vallarta. Ao atingir o entroncamento de Volcanes, o veículo foi interceptado por um grupo de homens armados.
Embora os familiares tenham sido deixados para trás pelos criminosos, o empresário foi levado como refém. Após dias de buscas coordenadas pela Promotoria-Geral de Jalisco, o desfecho trágico foi confirmado: o corpo do executivo apresentava sinais explícitos de violência, incluindo ferimentos por arma de fogo e espancamento.
Destaques do Caso
- Perfil da Vítima: Radillo era a figura central do Grupo Corona, liderando marcas de peso no mercado de destilados, como Rancho Escondido e Tequila Don Armando.
- Confusão de Marcas: Vale ressaltar que o Grupo Corona de Jalisco, focado em licores e derivados de agave, não possui ligação com a famosa marca de cerveja Corona (gerida pelo Grupo Modelo/AB InBev).
- Investigação: Até o momento, as autoridades mexicanas mantêm sigilo sobre a identidade dos suspeitos e a motivação exata do crime, trabalhando para entender se o objetivo era extorsão ou uma execução planejada.
Impacto Institucional
A perda do CEO gera um vácuo imediato na governança da companhia. Como principal estrategista e rosto institucional do grupo, Radillo era responsável pelas diretrizes de mercado que consolidaram a empresa como uma das mais relevantes da região. O mercado agora aguarda pronunciamentos oficiais sobre a sucessão e a continuidade das operações do conglomerado de bebidas.
Nota de Contexto: A região de Jalisco tem enfrentado desafios crescentes de segurança em rotas turísticas e comerciais, o que coloca as autoridades locais sob pressão para solucionar crimes contra figuras públicas e empresários de alto escalão.
