Vídeo: Pastor e família chocam ao caminhar nus na rua para “imitar Adão e Eva”.

Caso ocorrido em Uganda levanta debates sobre fanatismo religioso e proteção de menores após imagens virais mostrarem casal e filha pequena sem roupas.

KAMPALA, Uganda – Um vídeo que circula nas redes sociais, originalmente partilhado na plataforma X (antigo Twitter), gerou uma forte controvérsia ao mostrar um suposto pastor ugandense, acompanhado pela esposa e pela filha, a caminhar completamente nus em plena via pública. A família alegou que o ato era uma tentativa de emular o estado de pureza original de Adão e Eva, figuras bíblicas do Jardim do Éden.

Reação da Comunidade e Redes Sociais

​O episódio, que rapidamente se tornou viral, atraiu uma multidão de curiosos que se reuniram para observar e zombar da família. Apesar do ridículo público, o pastor e os seus familiares mantiveram a caminhada, recusando-se a reverter a decisão.

​Nas redes sociais, a reação foi mista, mas predominantemente crítica:

  • Preocupação Mental: Muitos utilizadores questionaram a sanidade mental da família e a interpretação teológica do pastor.
  • Proteção à Criança: Houve apelos diretos às autoridades ugandenses para a prisão do casal, devido à exposição da filha pequena a uma situação considerada degradante e humilhante.
  • Contradição Bíblica: Críticos apontaram que até figuras centrais do cristianismo, como Jesus, utilizavam vestes, questionando qual a fonte doutrinária utilizada pelo clérigo.

​Por outro lado, uma minoria de internautas defendeu o ato como uma forma extrema de protesto ou busca por mudança social, desde que a motivação fosse genuína.

O Perigo do Radicalismo Religioso

​Este incidente ocorre num contexto sensível na África Oriental, onde o radicalismo e a manipulação religiosa têm tido consequências trágicas. Recentemente, no vizinho Quênia, o caso da Igreja Internacional Boas Novas, liderada por Paul Mackenzie, resultou na morte de mais de 400 pessoas na floresta de Shakahola.

Diferente do caso em Uganda, onde a família participou do ato, Mackenzie é acusado de induzir seguidores a um jejum mortal enquanto mantinha a sua própria família em segurança. O líder queniano permanece sob custódia enquanto as investigações sobre as valas comuns continuam.

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