Governo garante que oferta de capulanas anunciada pela Primeira-Dama não será financiada com fundos públicos

A proposta de distribuição de capulanas a mulheres moçambicanas, anunciada recentemente pela Primeira-Dama, Gueta Chapo, continua a gerar debate no país. O que foi apresentado como um gesto simbólico de abrangência nacional passou rapidamente a ser alvo de questionamentos, sobretudo devido ao valor estimado da iniciativa, calculado em cerca de dois mil milhões de meticais.

O anúncio surge num contexto sensível, marcado por desafios no setor da saúde pública, incluindo escassez de medicamentos e longos períodos de espera nos hospitais. Diante desse cenário, parte da opinião pública questiona as prioridades e a viabilidade financeira da proposta, levantando dúvidas sobre a origem dos recursos necessários para a sua concretização.

Após as reações nas redes sociais e em diversos espaços de debate, o Governo pronunciou-se oficialmente. Durante o briefing do Conselho de Ministros realizado na segunda-feira, 24 de fevereiro, o porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, afirmou que a iniciativa não será custeada pelo Orçamento do Estado.

Segundo Impissa, os valores destinados à aquisição das capulanas não sairão do erário público, assegurando que os recursos serão obtidos junto de parceiros e doadores ligados ao Gabinete da Primeira-Dama.

Apesar das garantias, o tema continua a dividir opiniões, com setores da sociedade a defender maior transparência sobre os detalhes do financiamento e os critérios de implementação da medida.

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