Zaqueos Constantino, de 26 anos, residente no bairro Munhonha, no posto administrativo de Mafambisse, distrito do Dondo, província de Sofala, faleceu na última sexta-feira, após ter sido transferido para o Hospital Central da Beira. Ele havia sido baleado na região abdominal e a família confirmou o óbito.
O jovem foi vítima de um ataque ocorrido na última quarta-feira, quando quatro indivíduos armados o alvejaram na sua banca, localizada no Mercado Pioneiros, na Estrada Nacional Seis (EN6), por volta das 20h. Os criminosos fugiram levando cerca de 40.000 meticais.
“Às 20 horas, um amigo nos informou que ele estava ferido no local de trabalho, com um tiro no abdómen. Corremos para lá, mas ele já tinha sido levado para a unidade sanitária de Mafambisse”, relatou Luís, irmão da vítima, acrescentando que os profissionais de saúde fizeram todos os esforços para mantê-lo vivo.
Devido à gravidade dos ferimentos, Zaqueos foi transferido para o Hospital Central da Beira, onde os médicos constataram concentração de sangue e danos nos intestinos, mantendo-o em reanimação por três dias até o óbito.
Colegas do agente suspeitam que os criminosos tenham se aproximado de forma discreta, simulando interesse em serviços normais da carteira móvel, antes de questionarem sobre a existência de valores significativos disponíveis para levantamento.
“Trabalhamos diariamente com dinheiro e, neste momento, vivemos com medo, porque já não sabemos em quem confiar. O mais preocupante é que esses bandidos se passam por clientes para descobrir onde há depósitos elevados”, relatou Castro Juiz, colega de Zaqueos.
Segundo relatos, este é o terceiro ataque registrado contra agentes de carteira móvel em Mafambisse, gerando grande insegurança entre os operadores. Eles apelam ao reforço de medidas de proteção e maior vigilância das autoridades para evitar novos assaltos e garantir a continuidade segura dos serviços financeiros na região.
Até ao momento, as autoridades não se pronunciaram, e as diligências continuam para identificar e responsabilizar os responsáveis judicialmente.
Saiba mais na fonte oficial: Jornal Profundus Mz
