As autoridades de Madagascar formalizaram acusações contra 13 suspeitos, incluindo um general, por envolvimento em um suposto plano para assassinar o presidente interino, Michael Randrianirina, enquanto o país enfrenta instabilidade política após os protestos do ano passado.
Randrianirina assumiu o poder em outubro, após manifestações lideradas por jovens que levaram à renúncia do então presidente Andry Rajoelina.
Segundo a Procuradora-Geral do Estado, Narindra Navalona Rakotoniaina, 11 dos suspeitos já se encontram detidos, enquanto mandados de prisão foram emitidos para os outros envolvidos no alegado plano contra o líder de 52 anos.
“É importante sublinhar que oficiais superiores estão entre os envolvidos, incluindo um general que já se manifestou publicamente sobre a intenção de participar de um golpe”, declarou Rakotoniaina.
Embora o general não tenha sido identificado publicamente, confirmou-se que o Coronel Patrick Rakotomamonjy está entre os principais organizadores da operação. Rakotomamonjy ocupava anteriormente uma posição de direção na presidência até ser afastado em janeiro.
Durante as investigações, foram descobertas mensagens trocadas via WhatsApp entre os suspeitos, e alguns deles admitiram ter utilizado recursos próprios para financiar o plano, acrescentou a procuradora.
As buscas realizadas nas residências dos envolvidos resultaram na apreensão de grandes quantias em dinheiro e de armas, reforçando que se tratava de uma operação organizada e com recursos logísticos significativos.
O suposto atentado ocorre em meio a uma crise política contínua, que começou com os protestos em massa por falta de água e eletricidade, forçando o ex-presidente Rajoelina a deixar o país.
Randrianirina, cujo contingente militar apoiou os manifestantes, prometeu realizar eleições até o final de 2027. No entanto, seu governo inicial recebeu críticas por incluir membros da elite política. Em março, ele anunciou a formação de um novo gabinete, após dissolver o anterior, novamente excluindo representantes do movimento jovem Gen Z, que teve papel central na queda de Rajoelina.
