Cabo Delgado: moradores relatam circulação de supostos terroristas

Moradores de Mucojo, na província de Cabo Delgado, denunciaram nesta terça-feira a presença de indivíduos suspeitos de ligação a grupos terroristas na comunidade, localizada a cerca de 40 quilómetros do distrito de Macomia, gerando medo entre os residentes.

De acordo com fontes locais citadas pela Lusa, os suspeitos aparecem disfarçados de civis, convivem temporariamente com a população e, após alguns dias, desaparecem sem deixar rasto, aumentando o receio de possíveis ataques.

“Às vezes surgem pessoas e depois desaparecem, sem que as comunidades saibam para onde vão”, relatou uma fonte em Macomia.

As mesmas fontes indicam que alguns dos suspeitos são jovens da própria comunidade, alegadamente ligados aos grupos armados responsáveis pelos ataques na província. “Alguns não são desconhecidos, são de Mucojo, ficam por um tempo e depois somem sem dizer para onde vão”, afirmou outra fonte.

Segundo as informações, as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique já têm conhecimento da situação e mantêm presença no terreno para acompanhar os movimentos e prevenir possíveis infiltrações. “As forças sabem e estão sempre em coordenação com as comunidades, monitorando para evitar infiltrados”, acrescentou a fonte.

A província de Cabo Delgado, rica em recursos de gás natural, enfrenta há cerca de oito anos uma onda de ataques extremistas, iniciada a 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

Dados da ACLED indicam que, nas últimas duas semanas, foram registados dois episódios de violência na região, incluindo ações atribuídas a extremistas ligados ao Estado Islâmico, que resultaram em 13 mortes. No total, o conflito já provocou cerca de 6.515 óbitos desde o seu início.

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