O Presidente da República, Daniel Chapo, alertou nesta segunda-feira para a possibilidade de Moçambique vir a enfrentar uma escassez de combustíveis nos próximos dias. Segundo o Chefe de Estado, esta ameaça está diretamente ligada à instabilidade vivida no Médio Oriente, cujos reflexos estão a atingir em força os mercados internacionais de energia.
O aviso foi deixado durante a intervenção de abertura da II Sessão Ordinária da OJM. O alerta surge numa altura em que o país já lida com vulnerabilidades económicas e pressões na esfera da segurança, levando o Governo a reforçar medidas de antecipação para travar o impacto de um possível disparo nos preços.
Fim da Estabilidade e Impacto no Consumidor
A conjuntura interna já reflete as dinâmicas globais. As autoridades moçambicanas assumem que a estabilidade no preço dos combustíveis, que marcou o arranque do ano, foi interrompida devido ao encarecimento acentuado das importações, o que coloca sob enorme pressão a estrutura de custos nacional.
A Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis admite que as repercussões poderão chegar aos consumidores finais. Contudo, a instituição garante que estão a ser implementados mecanismos de amortecimento com o objetivo de proteger o mercado interno de um choque económico repentino.
Aposta nos Transportes Públicos como Alternativa
Para mitigar o impacto desta potencial crise, o Executivo decidiu acelerar a alocação de novos meios de transporte público por todo o país.
“Estamos a antecipar cenários de pressão no sector energético e no transporte urbano”, afirmou Daniel Chapo, citado pela agência Lusa.
O plano estratégico envolve a distribuição progressiva de viaturas:
- Fase atual: Municípios das regiões Centro e Norte já estão a receber os novos autocarros.
- Próxima fase: A extensão da frota para a região Sul está agendada para o mês de maio.
A principal meta desta estratégia governamental é reduzir a dependência da população face ao transporte individual. Desta forma, o Executivo espera criar uma alternativa viável para os cidadãos caso se confirme uma subida abrupta nos preços dos combustíveis.
