“Sou Alvo por ser Influente”: Trump Compara-se a Abraham Lincoln Após Sobreviver a Atentado no Washington Hilton

Washington, D.C. — 26 de Abril de 2026 — Num rescaldo dramático da tentativa de assassinato ocorrida durante o jantar da Associação de Correspondentes, Donald Trump quebrou o silêncio sobre as motivações do ataque. Questionado sobre o porquê de continuar a ser visado, o presidente norte-americano não hesitou em atribuir a perseguição à sua “enorme influência” política, traçando um paralelo histórico com Abraham Lincoln.

A Teoria da “Grande Pegada”

​Para Trump, o perigo é um efeito colateral do impacto que deixa na história. Durante as suas declarações, o ex-presidente revelou ter estudado atentados passados para compreender a sua própria situação.

​”As pessoas mais influentes, as que têm mais influência… olhem para Abraham Lincoln. Se analisarmos quem passou por algo assim, veremos onde as encontramos. As que têm o maior impacto, as que deixam a maior pegada, são as que são visadas”, afirmou Trump.

​Abraham Lincoln, recorde-se, foi o primeiro presidente dos EUA a ser assassinado, em 1865, vítima de um disparo na cabeça.

O Trauma de Melania e os Detalhes do Caos

​Trump descreveu o incidente como uma “experiência traumática” para a primeira-dama, Melania Trump. Segundo o presidente, embora o seu instinto inicial fosse permanecer no local, o Serviço Secreto impôs o protocolo de evacuação imediata.

​Sobre o momento dos disparos, Trump recordou a reacção lesta da esposa:

  • O Som: “Era um barulho mau”, terá dito Melania, que percebeu imediatamente a gravidade da situação.
  • A Percepção: Trump admitiu que o ruído vinha de longe, mas era claramente uma arma de fogo. “Se calhar devia ter descido ainda mais depressa”, confessou.

​O tiroteio ocorreu no átrio do hotel, fora da sala principal onde decorria o evento. As autoridades confirmaram que o atirador estava “pesadamente armado”, transportando uma pistola, uma caçadeira e várias facas.

“Danos Máximos”: O Perfil do Atacante

​Janine Piro, procuradora-geral de Washington, foi contundente na avaliação do suspeito. Segundo as investigações preliminares, o autor do ataque tinha um objectivo claro: “Magoar o maior número possível de pessoas e causar o maior volume de danos possível”.

​Trump reforçou a sua posição de resiliência perante o ataque: “Não vamos deixar que ninguém se apodere da nossa sociedade.”

A “Maldição” do Hotel Hilton

​Esta não é a primeira vez que as paredes do Hotel Hilton, em Washington DC, testemunham sangue presidencial. O local ficou marcado na história a 30 de março de 1981, quando John Hinckley Jr. tentou assassinar o então presidente Ronald Reagan.

​Naquela ocasião, Hinckley disparou seis vezes em escassos segundos. Reagan foi atingido no peito, enquanto o seu assessor de imprensa, um agente do Serviço Secreto e um polícia sofreram ferimentos graves. A vida de Reagan foi salva pela rapidez dos seguranças, que o transportaram para o Hospital George Washington para uma cirurgia de emergência.

​O atirador de 1981, movido por uma obsessão doentia pela actriz Jodie Foster, acabou por ser absolvido por motivos de insanidade e internado numa unidade psiquiátrica.

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