O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) neutralizou, na cidade de Inhambane, uma rede criminosa composta por três indivíduos que utilizou o nome do Governador Provincial, Francisco Pagula, para extorquir 2,6 milhões de meticais a um comerciante local.
A detenção ocorreu nas imediações do edifício do Governo Provincial, após a denúncia de uma das vítimas, um empresário baseado na vila de Massinga, que percebeu ter sido alvo de um esquema fraudulento.
O Enredo da Fraude
De acordo com o porta-voz do SERNIC em Inhambane, Alceres Cuamba, a burla teve início a 28 de Março. O empresário recebeu uma chamada telefónica de um indivíduo que, identificando-se falsamente como o Governador Francisco Pagula, prometeu facilitar a emissão de uma licença para a instalação de uma unidade de processamento de gás doméstico em Temane, no distrito de Inhassoro.
A encenação prosseguiu dias depois, quando uma suposta “secretária do governador” contactou novamente a vítima para agendar um encontro formal no gabinete do governante.
A Entrega do Dinheiro em Sacos de Papel
No dia 1 de Abril, a vítima foi orientada a dirigir-se à entrada da residência oficial do gabinete do governador. Em vez de entrar para a audiência prometida, o empresário foi instruído a entregar o valor acordado a um intermediário que se encontrava no local.
Convencido de que estava a tratar com figuras oficiais, o cidadão entregou a quantia de 2,6 milhões de meticais em numerário. O valor estava dividido em dois sacos de papel: um contendo 1,2 milhões e outro com 1,4 milhões de meticais.
A Descoberta do Crime
A farsa foi descoberta logo após a entrega do dinheiro. Ao deslocar-se à Secretaria do Governador para confirmar o encontro, a vítima foi informada pelos funcionários de que não existia qualquer agendamento em seu nome, nem qualquer contacto prévio por parte do gabinete, confirmando-se assim o crime de burla.
As autoridades detiveram os três suspeitos e o caso segue agora os trâmites legais. O SERNIC reforça o apelo à vigilância perante promessas de facilitação de negócios que envolvam pagamentos informais em nome de figuras de Estado.
