Segurança Reforçada na B.O.: Cinco Agentes do SERNAP Suspensos por Facilitar Entrada de Telemóveis

​O Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) suspendeu cinco dos seus agentes após fortes indícios de facilitação da entrada de telemóveis no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava, vulgarmente conhecido como “B.O.”, no município da Matola.

​A suspensão surge como parte de uma estratégia rigorosa para travar a entrada de bens ilícitos nas cadeias. As autoridades acreditam que o uso de telemóveis por parte dos reclusos é o motor principal para a prática de crimes informáticos e burlas telefónicas executadas a partir do interior das celas.

O “Modus Operandi” dos Agentes

O porta-voz do SERNAP, Mário Vicente, explicou hoje que a instituição detetou uma falha no controlo interno: alguns agentes entravam no recinto com os seus dispositivos pessoais e, uma vez lá dentro, negociavam os aparelhos com os reclusos. Perante este cenário, o controlo à entrada para os próprios funcionários foi severamente reforçado.

Detenção de Familiar e Apreensões

Nas últimas duas semanas, uma cidadã foi também surpreendida durante o processo de revista obrigatória. A mulher tentava introduzir na B.O. quantidades não especificadas de estupefacientes e bebidas alcoólicas destinadas a um familiar que cumpre pena naquela instituição. A acusada encontra-se atualmente detida na 6.ª Esquadra, na cidade de Maputo.

Mega-operação na B.O.

Numa ação conjunta realizada hoje, que envolveu o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), a Polícia da República de Moçambique (PRM) e o próprio SERNAP, foram confiscados diversos materiais ilícitos dentro do estabelecimento, incluindo:

  • 30 telemóveis (dos quais 19 são smartphones);
  • 19 cartões SIM de operadoras nacionais (suspeitos de serem usados em esquemas de burla);
  • 11.600 Meticais em numerário;
  • ​Acessórios como cabos, carregadores e isqueiros;
  • Cannabis sativa (soruma) e maços de cigarros.

​Com esta nova investida, o número total de dispositivos apreendidos naquela prisão de segurança máxima já ultrapassa a marca dos 100 telemóveis, sinalizando um combate sem tréguas à rede de comunicação ilegal dentro do sistema penitenciário.

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