Xenofobia na África do Sul: Transportadores Criticam Silêncio de Maputo e Sugerem Corte de Energia como Retaliação

​A crescente vaga de violência xenófoba na África do Sul está a instalar um clima de medo e incerteza entre os moçambicanos que dependem da rota transfronteiriça. Apesar dos relatos de ataques sistemáticos contra cidadãos estrangeiros no “país do rand”, muitos moçambicanos continuam a arriscar a travessia por absoluta falta de alternativas de subsistência.

O Desespero dos Transportadores

Os operadores que asseguram a ligação rodoviária entre Moçambique e a África do Sul expressaram o seu profundo descontentamento face ao que classificam como um “silêncio ensurdecedor” do Governo moçambicano. Para estes profissionais, a ausência de uma posição oficial firme deixa tanto os transportadores como os passageiros numa situação de extrema vulnerabilidade.

Energia como Moeda de Troca

Perante a gravidade da situação e a percepção de passividade diplomática, surgem vozes na sociedade civil e entre os operadores que defendem medidas drásticas. Uma das propostas mais controversas que tem ganhado eco é a de que o Executivo moçambicano deveria ponderar a suspensão do fornecimento de energia eléctrica à África do Sul (proveniente da HCB) como forma de pressão para garantir a segurança dos moçambicanos em território vizinho.

​A proposta de usar a energia como alavanca diplomática reflecte o nível de indignação popular perante a reincidência de episódios de violência que visam imigrantes moçambicanos.

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