O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, procedeu esta quarta-feira, 10 de junho de 2026, a mexidas no seu gabinete. João António Xirinda foi nomeado para o cargo de Chefe do Protocolo do Estado, rendendo Fernando Chomar, que foi exonerado das mesmas funções.
Mudança na Presidência da República
As alterações foram oficializadas através de Despachos Presidenciais distintos. A decisão fundamenta-se nas competências atribuídas ao Chefe do Estado ao abrigo do n.º 2 do artigo 9 do Decreto Presidencial n.º 14/2025, de 17 de março, que aprova o Estatuto Orgânico da Presidência da República.
De acordo com o comunicado emitido pelo Gabinete de Imprensa da Presidência, esta remodelação tem como principal objetivo o reforço da organização e da eficiência do Protocolo do Estado, tanto na sua dimensão interna como externa.
O Presidente da República pretende garantir um maior rigor na coordenação das cerimónias oficiais e na representação institucional, visando alinhar a sua equipa com os padrões de uma administração pública que se exige “moderna, eficaz, eficiente e cortês, alicerçada nas práticas diplomáticas”.
O perfil diplomático do novo Chefe do Protocolo
João António Xirinda é um diplomata de carreira, detentor de uma vasta experiência acumulada na área das relações internacionais. Ao longo do seu trajeto profissional ao serviço do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC), o novo Chefe do Protocolo do Estado consolidou o seu perfil através de diversas missões de relevo:
- 2000–2008: Integrou a Direção da Ásia e Oceânia.
- 2008–2010: Assumiu a chefia da Repartição da Ásia do Sul.
- 2010–2015: Atuou como Segundo Secretário no Alto Comissariado de Moçambique na Índia.
- 2022–2025: Mais recentemente, desempenhou o cargo de Conselheiro na Embaixada da República de Moçambique na República Popular da China.
O Gabinete de Imprensa sublinha que foi durante a sua última missão em território chinês que Xirinda aprofundou substancialmente a sua “experiência em matérias de cooperação bilateral e representação diplomática em contexto de elevada exigência”, competências consideradas vitais para as novas funções que passa agora a assumir na Presidência da República.
