O alegado esquema de corrupção que envolve o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) continua a revelar novos desenvolvimentos. O antigo director-geral da instituição, Joaquim Siúta, é apontado pelo Ministério Público como o principal responsável por um esquema fraudulento que terá causado prejuízos superiores a 510,1 milhões de meticais ao Estado.
De acordo com a acusação, o dinheiro alegadamente desviado foi utilizado para adquirir um vasto património imobiliário composto por 25 casas e apartamentos de luxo, localizados em Moçambique e no estrangeiro.
Entre os imóveis identificados pelas autoridades constam sete apartamentos no condomínio Umran II, situado na zona da Sommerschield, na cidade de Maputo, bem como três apartamentos no Condomínio Valentina, localizado na Rua Frederich Engels.
As investigações indicam ainda que parte dos investimentos foi realizada fora do país. O antigo gestor terá adquirido dois apartamentos em Pretória, na África do Sul, e outros dois imóveis de elevado padrão no complexo residencial “The First Collection”, no Dubai.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Canal de Moçambique, a investigação concluiu que o alegado esquema contava também com a participação da esposa do principal arguido, Elisa Fondo Siúta.
As autoridades sustentam que Elisa Fondo Siúta recebia e administrava elevadas quantias de dinheiro transportadas em malas. Por esse motivo, foi igualmente constituída arguida e detida, encontrando-se sob custódia juntamente com o marido.
A operação conduzida pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) abrange igualmente outros atuais e antigos dirigentes do INSS, num processo que tem causado forte impacto devido à dimensão dos alegados desvios de fundos destinados à previdência social dos trabalhadores moçambicanos.
O processo segue agora os trâmites legais rumo à fase de julgamento, enquanto o Estado procura recuperar os bens e ativos que terão sido adquiridos com recursos alegadamente obtidos de forma ilícita.
