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Agentes da PRM são acusados de balear trabalhador de agente económico em Nampula

Nampula — Dois agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) são apontados como suspeitos de terem baleado um trabalhador de um agente económico na zona de Carvão, bairro de Muahivire Expansão, arredores da cidade de Nampula.

O incidente ocorreu na noite de quarta-feira, 23 de Setembro, quando o trabalhador deixava a mercearia onde exerce funções, transportando uma quantia em dinheiro pertencente ao seu patrão. O valor deveria ser depositado através de um agente de carteira móvel.

Segundo informações recolhidas no local, o trabalhador saiu do estabelecimento com um envelope contendo uma quantia monetária cujo valor não foi especificado. Ao chegar à estrada para procurar transporte, teria sido surpreendido por dois indivíduos que, segundo as testemunhas, seriam agentes da PRM, estariam armados e usavam máscaras.

Uma fonte que presenciou a situação relatou que um agente económico, localizado nas proximidades do Hotel Paraíso, havia confiado o dinheiro ao seu funcionário para que este o transportasse.

“Ontem, confiou-lhe um certo valor monetário e, quando o transportava, estava a ser seguido por dois agentes que estavam armados”, contou a fonte, que preferiu não revelar a sua identidade.

Outra testemunha afirmou que os suspeitos efectuaram dois disparos quando perceberam que o trabalhador tentava afastar-se do local.

Segundo o relato, uma das balas passou de raspão, enquanto a outra atingiu o trabalhador no braço.

A vítima ficou gravemente ferida e, de acordo com as informações disponíveis, encontra-se a receber tratamento médico no Hospital Central de Nampula (HCN).

Testemunhas suspeitam de tentativa de assalto

Saimone Mangir, uma das testemunhas, considera que a intenção dos alegados agentes seria atacar o trabalhador e apoderar-se do dinheiro que transportava.

A testemunha chamou atenção para o facto de os indivíduos estarem mascarados, considerando que isso poderia indicar uma tentativa de ocultar a identidade.

“Os agentes estavam mascarados, isso quer dizer que estavam a ocultar algumas coisas, e a intenção era mesmo agredir o cidadão e apoderarem-se do valor”, afirmou.

Mangir acredita ainda que a 2.ª Esquadra da PRM poderá ter conhecimento do caso, uma vez que os disparos teriam sido ouvidos em zonas próximas.

Segundo a testemunha, o som dos tiros chegou a ser ouvido até à zona de Namuatho, que fica nas proximidades daquela esquadra.

PRM ainda não esclareceu o caso

Até ao fecho da edição, o Ikweli informou ter tentado contactar o Comando Provincial da PRM em Nampula para obter esclarecimentos e confirmar a identidade dos agentes alegadamente envolvidos, mas não conseguiu obter uma resposta.

Assim, as acusações contra os agentes permanecem por esclarecer oficialmente, enquanto prosseguem as averiguações sobre as circunstâncias do incidente e sobre o dinheiro que a vítima transportava.

Fonte: Ikweli | Hermínio Raja

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