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Fancy Africa assinala 10 anos com aposta na economia criativa e internacionalização

FDEM defende maior profissionalização dos sectores criativos e destaca potencial da cultura como activo económico para Moçambique

O Fancy Africa iniciou oficialmente as celebrações dos seus 10 anos de existência, numa cerimónia que destacou o papel da moda, da cultura e das indústrias criativas na geração de emprego, negócios e oportunidades de internacionalização para Moçambique.

A iniciativa, que decorre sob o lema “Ubuntu — Temos História. Somos Cultura. Africa Rise.”, terá a sua programação principal entre 28 de Setembro e 3 de Outubro, em Maputo, reunindo designers, modelos, marcas, investidores, compradores e outros profissionais ligados à indústria criativa.

Na ocasião, o Presidente da Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM), Lineu Candiero, destacou a importância da parceria entre a instituição e o Fancy Africa, considerando que a cultura deve ser entendida não apenas como espaço de expressão artística e preservação da identidade, mas também como um activo económico.

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Lineu Candiero Presidente da FDEM

Segundo Candiero, as indústrias culturais e criativas constituem uma oportunidade para diversificar a economia e criar novas fontes de emprego, rendimento, inovação e empreendedorismo, sobretudo entre os jovens.

“A cultura é também um activo económico. É fonte de emprego, rendimento, inovação, empreendedorismo e projecção internacional de Moçambique”, afirmou.

O dirigente apontou a moda, o artesanato, o design, o audiovisual, a música e a gastronomia como sectores capazes de gerar cadeias de valor que envolvem produtores, fornecedores, empresas, serviços, tecnologia, comércio e mercados.

Para a FDEM, a economia criativa não deve ser encarada como uma actividade isolada, uma vez que estabelece ligações com diferentes sectores da economia e pode criar oportunidades para empreendedores e empresas.

Neste contexto, a organização formalizou um Memorando com o Fancy Africa, com o objectivo de fortalecer a ligação entre criatividade e desenvolvimento empresarial. A parceria prevê iniciativas nas áreas de capacitação empresarial, digitalização, acesso ao financiamento, internacionalização, networking, turismo cultural e criativo e desenvolvimento de jovens empreendedores.

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Assinatura de memorando

Candiero defendeu ainda a necessidade de criar condições para que o talento nacional se transforme em negócios sustentáveis e marcas competitivas.

“Não basta dizer que temos talento. Precisamos criar condições para que esse talento se transforme em negócios sustentáveis”, sublinhou.

O Presidente da FDEM considera que Moçambique dispõe de uma riqueza cultural e criativa com potencial para conquistar maior espaço nos mercados regionais e internacionais, mas reconhece que esse potencial exige organização, profissionalização, investimento, acesso aos mercados e estabelecimento de parcerias.

“A assinatura deste Memorando representa mais do que uma formalidade institucional. Representa um compromisso com os jovens, com o empreendedorismo, com a cultura, com a criação de emprego e com a internacionalização da capacidade criativa moçambicana”, afirmou.

Candiero manifestou igualmente a expectativa de que a próxima década do Fancy Africa seja marcada pelo surgimento de mais empresas criativas, marcas sustentáveis, empregos e negócios, bem como por uma maior presença de Moçambique nos mercados internacionais.

Dez anos de histórias e oportunidades

Por seu turno, King Levi, mentor do projecto Fancy Africa, destacou o percurso de uma década da iniciativa, afirmando que o projecto nasceu de uma convicção de que África tem histórias para contar e que Moçambique possui muito para mostrar ao mundo.

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King Levi Mentor do Projecto Fancy Africa

Segundo o mentor, ao longo dos últimos dez anos, o Fancy Africa acompanhou o crescimento de designers, o início de carreiras de modelos, o surgimento de oportunidades para criativos e a criação de novas conexões dentro da indústria.

“Quando olho para trás, não vejo apenas desfiles. Vejo pessoas, vejo sonhos, vejo oportunidades e uma indústria a crescer”, afirmou King Levi.

O lançamento oficial do programa Fancy Africa 2026 marca, assim, o início das celebrações dos 10 anos da iniciativa, que pretende continuar a promover a moda, a cultura, o talento e a criatividade africana.

A edição deste ano contará com uma programação diversificada, incluindo o Fancy Africa Summit, masterclasses, Dia Cultural, Pop Store & Fashion Experience, desfiles internacionais e sessões de networking destinadas à criação de parcerias e à geração de oportunidades de negócio.

A celebração dos dez anos pretende, desta forma, assinalar não apenas o percurso do Fancy Africa, mas também reforçar a ligação entre criatividade, empreendedorismo e desenvolvimento económico, colocando os criadores moçambicanos em contacto com novas oportunidades dentro e fora do país.

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