O Centro de Saúde de Muvamba, no distrito de Massinga, província de Inhambane, está há cerca de um ano a enfrentar problemas de fornecimento de energia eléctrica, situação que, segundo denúncias de técnicos da unidade sanitária, tem afectado sobretudo o atendimento na maternidade.
De acordo com as informações apresentadas, desde 2025 que o sistema de painéis solares instalado no centro de saúde não produz energia eléctrica devido à falta de bateria.
A ausência de electricidade afecta particularmente o bloco de maternidade, onde os profissionais de saúde são obrigados a recorrer a soluções improvisadas, como lanternas de telemóveis e velas, para assistir mulheres durante os partos.
Partos realizados às escuras
Segundo os denunciantes, o cenário vivido na unidade sanitária aumenta os riscos durante os partos, sobretudo perante possíveis complicações obstétricas, infecções e casos de mortalidade materna e neonatal.
Vários incidentes terão ocorrido devido a complicações durante partos realizados em condições de pouca iluminação. De acordo com os técnicos que denunciaram a situação, essas ocorrências foram ultrapassadas através de medidas paliativas implementadas pelos próprios profissionais do centro de saúde.
Os denunciantes apontam ainda a falta de energia como um dos factores que estará a levar parte das mulheres grávidas de Muvamba a dar à luz dentro da própria comunidade, em vez de recorrerem à unidade sanitária.
Direcção terá encaminhado problema
Segundo a denúncia, a direcção do Centro de Saúde de Muvamba já encaminhou o problema às estruturas competentes, mas, até ao momento, não teriam sido tomadas medidas para resolver a situação.
A preocupação é agravada pelo facto de Muvamba ser apontada como uma das povoações mais populosas do distrito de Massinga, aumentando a importância da unidade sanitária para a população local.
Falta também medicamentos e material médico
Além dos problemas relacionados com a energia eléctrica, o Centro de Saúde de Muvamba enfrenta igualmente dificuldades no acesso a medicamentos e material médico-cirúrgico.
Entre os medicamentos apontados na denúncia está o paracetamol, cuja disponibilidade também estaria comprometida.
A situação é apresentada pelos denunciantes como um problema que afecta directamente as condições de atendimento da população e, de forma particular, das mulheres que procuram assistência durante a gravidez e o parto.
Fonte: Andaque Albino Pamutando
