Um grupo de taxistas manifestou publicamente a sua posição sobre o julgamento de Venâncio Mondlane junto ao Mercado Central de Lichinga, na província do Niassa, recorrendo a cartazes com mensagens relacionadas com o processo.
Entre as frases exibidas pelos participantes estava “JULGAR VENÂNCIO É JULGAR O POVO”. Outro cartaz apresentava a mensagem: “QUEREMOS ASSISTIR DO PRINCÍPIO ATÉ AO FIM SEM RESTRIÇÕES.”
As imagens mostram homens junto das suas motorizadas, no movimento habitual do Mercado Central, enquanto seguram os cartazes. A manifestação de posição ocorreu num espaço público e de grande circulação da cidade.
A expressão utilizada nos cartazes coincide com uma palavra de ordem que também foi exibida recentemente por apoiantes de Venâncio Mondlane numa manifestação em Lisboa contra o julgamento.
Mensagem sobre o acompanhamento do julgamento
A mobilização acontece num momento em que o processo envolvendo Venâncio Mondlane desperta atenção dentro e fora de Moçambique.
Segundo informações divulgadas sobre o processo, o julgamento está marcado para 17 de Novembro de 2026, no Tribunal Supremo. A discussão sobre o acesso do público e dos órgãos de comunicação social ao julgamento tornou-se igualmente um dos pontos de interesse em torno do caso.
Os cartazes apresentados em Lichinga, contudo, representam a posição dos cidadãos que os exibiram e não constituem uma decisão ou conclusão judicial sobre o processo.
Uma mensagem no meio do mercado
O cenário em que os cartazes foram apresentados também chama atenção.
Em vez de uma sala ou de um espaço reservado para uma conferência, a mensagem surgiu no meio do quotidiano do Mercado Central de Lichinga, onde comerciantes, passageiros, moto-taxistas e outros cidadãos desenvolvem as suas actividades diariamente.
Os taxistas decidiram utilizar folhas de papel para tornar pública a sua posição, transformando uma questão judicial num assunto visível no espaço público.
O que dizem os cartazes
A primeira mensagem — “Julgar Venâncio é julgar o povo” — apresenta a interpretação dos manifestantes sobre o significado do processo.
Já a segunda — “Queremos assistir do princípio até ao fim sem restrições” — expressa o desejo de acompanhar o julgamento.
As frases não substituem a posição do tribunal nem determinam o resultado do processo. O julgamento continuará a ser conduzido pelas autoridades judiciais competentes.
O processo contra Mondlane tem provocado manifestações de apoio em diferentes locais. Em Lisboa, por exemplo, manifestantes exibiram a mesma frase durante um protesto realizado em Setembro.
Assim, em Lichinga, os taxistas juntaram-se às diferentes manifestações públicas que têm surgido em torno do julgamento, utilizando cartazes para transmitir a sua mensagem.
Fonte: material atribuído à Chimbunila TV.
