O jurista e deputado moçambicano Elísio de Sousa negou de forma categórica a existência de qualquer acordo político entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane. A declaração foi feita durante a sua participação no programa Revista Nacional, emitido pela TV Sucesso.
Em resposta às alegações públicas feitas por Venâncio Mondlane, Elísio de Sousa afirmou: “Não houve qualquer tipo de acordo entre as partes”. O parlamentar reforçou que as afirmações do antigo candidato não têm respaldo documental, e que, até ao momento, nenhuma evidência concreta foi apresentada para sustentar tais alegações.
As declarações de Elísio alinham-se com a recente entrevista concedida por Daniel Chapo à RTP, onde o Chefe de Estado também refutou veementemente a existência de qualquer entendimento informal com Venâncio Mondlane.
Segundo Elísio, os rumores que se intensificaram nas redes sociais e círculos políticos não passam de especulações. “Querem obrigar o Presidente Chapo a mentir e admitir um acordo que nunca existiu. Por que razão haveria o povo de acreditar em Venâncio e não no Presidente eleito democraticamente?”, questionou.
Elísio de Sousa também reforçou a importância de se pautar o debate político por critérios de responsabilidade e legalidade. Recordando a Lei n.º 1/2005, sublinhou que decisões de natureza política e de Estado devem ser públicas e formalizadas. “A credibilidade de um sistema democrático depende de provas, não de suposições ou discursos soltos. Política séria exige documentos, não narrativas pessoais”, concluiu.
