Moçambique assumiu oficialmente, esta terça-feira (15), a presidência rotativa da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP‑CPLP), sucedendo à Guiné Equatorial. A cerimónia de transição decorre em Maputo, com a presença de mais de 100 delegados provenientes dos parlamentos dos Estados-membros da CPLP.
A presidência moçambicana, que terá a duração de dois anos, compromete-se a liderar com uma agenda centrada na promoção da paz, da inclusão social, da democracia participativa e do fortalecimento das instituições do Estado de Direito. Durante o encontro de dois dias, parlamentares dos nove países lusófonos discutem temas ligados à mobilidade, integração cultural, comércio, segurança, juventude e boa governação.
O presidente da Assembleia da República de Moçambique, Esperança Bias, abriu os trabalhos destacando o papel estratégico da AP‑CPLP na consolidação da cooperação multilateral entre os parlamentos lusófonos. Segundo Bias, a presidência moçambicana procurará incentivar o diálogo legislativo sobre desafios comuns, como os conflitos armados, as desigualdades sociais, as alterações climáticas e os fluxos migratórios.
“A presidência moçambicana será marcada pelo compromisso com a estabilidade, com o desenvolvimento sustentável e com a dignificação da língua portuguesa como elemento de identidade e de união entre os nossos povos”, afirmou.
Entre os principais objetivos desta liderança estão também a valorização da cultura e da educação nos países membros, o reforço da mobilidade no espaço CPLP, a facilitação de negócios entre os Estados e o incentivo à participação ativa da juventude e da sociedade civil nas decisões parlamentares.
O evento conta com representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Moçambique, que participam de debates temáticos e encontros bilaterais à margem da Assembleia.
A Assembleia Parlamentar da CPLP é o órgão de cooperação interparlamentar da Comunidade, responsável por promover o diálogo político e legislativo entre os seus membros, com vista ao fortalecimento dos laços históricos, linguísticos e culturais que unem os países de língua portuguesa.
Com o início deste mandato, Moçambique reforça o seu papel como um dos principais atores da diplomacia lusófona, apostando na consolidação da paz e no intercâmbio legislativo como ferramentas fundamentais para o progresso partilhado entre as nações da CPLP.
