EUA confiscam US$ 700 milhões de Maduro, aumentam recompensa e enviam tropas ao Caribe

Washington/Caracas, agosto de 2025 – Os Estados Unidos anunciaram um novo e duro pacote de medidas contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ampliando a pressão internacional sobre o regime chavista.

Segundo a Embaixada norte-americana em Caracas, foram bloqueados cerca de US$ 700 milhões em bens atribuídos a Maduro, incluindo mansões, aviões, veículos de luxo, joias e contas bancárias. Entre os imóveis estariam residências na República Dominicana e na Flórida, além de uma fazenda de cavalos de competição.

A operação foi confirmada pela procuradora-geral Pam Bondi, que classificou Maduro como “um dos narcotraficantes mais notórios do mundo” e acusou o líder venezuelano de manter vínculos diretos com o Cartel de Sinaloa e outras redes de tráfico internacional de drogas.

Além da incautação de bens, Washington aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do presidente venezuelano. O valor, que já havia sido elevado em janeiro para US$ 25 milhões, agora dobra, consolidando Maduro como um dos líderes mais procurados pelos EUA.

Paralelamente, o governo norte-americano anunciou a mobilização de forças navais e aéreas para o sul do Caribe, com o objetivo de conter cartéis de drogas designados como organizações terroristas globais, entre eles o Cartel de los Soles e o Tren de Aragua. A medida reacendeu debates sobre uma possível intervenção militar na região, em linha com a Doutrina Monroe, frequentemente invocada pela Casa Branca em disputas estratégicas no continente.

Especialistas afirmam que o pacote de ações representa um dos maiores golpes internacionais contra Maduro desde o início das sanções em 2019. Críticos, porém, alertam que a escalada militar e econômica pode aumentar a instabilidade política e humanitária na Venezuela.

Com a recompensa recorde, os ativos confiscados e a presença militar reforçada no Caribe, Washington sinaliza que não pretende aliviar a pressão sobre o chavismo, abrindo um novo capítulo no confronto entre Estados Unidos e Venezuela.

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