Filho de Robert Mugabe admite culpa em tribunal na África do Sul

O filho mais novo do falecido ex-Presidente do Robert Mugabe, Bellarmine Mugabe, declarou-se culpado em tribunal por ter apontado uma arma de fogo e por permanência ilegal na África do Sul.
O caso remonta a fevereiro, quando o jovem, de 28 anos, foi detido na sequência de um tiroteio ocorrido na sua residência em Joanesburgo, que deixou um homem de 23 anos gravemente ferido. O episódio levou à sua detenção juntamente com o co-arguido Tobias Matonhodze.

Ambos compareceram na sexta-feira no tribunal de Alexandria. Durante a sessão, os advogados dos dois arguidos afirmaram que os seus clientes estavam dispostos a regressar voluntariamente ao Zimbabué, caso não recebessem pena de prisão.
Bellarmine Mugabe, que também enfrentava inicialmente uma acusação de tentativa de homicídio, limitou-se a confirmar que compreendia as acusações e formalizou a sua declaração de culpa.

Segundo o porta-voz da Autoridade Nacional de Acusação da África do Sul, Magaboke Mohlatlole, a acusação de apontar arma refere-se a um incidente separado do tiroteio inicial, mas o tribunal aceitou que ambos os casos fossem julgados em conjunto. Após a admissão de culpa de Matonhodze como autor dos disparos, a acusação de tentativa de homicídio contra Mugabe foi retirada.

Os dois foram detidos a 19 de fevereiro, após a polícia ter sido chamada à residência localizada no bairro de luxo de Hyde Park, em Joanesburgo. Um homem, alegadamente segurança, foi hospitalizado em estado crítico depois de ter sido atingido por dois disparos nas costas enquanto tentava fugir, na sequência de uma discussão dentro da propriedade.

As autoridades realizaram buscas na casa, mas até ao momento a arma utilizada não foi encontrada.
A audiência de sentença foi adiada para 24 de abril, segundo a NPA. O processo tem sofrido vários atrasos, com a audiência de fiança a ser adiada por duas vezes.

Este não é o primeiro problema judicial de Bellarmine Mugabe. Em 2024, ele foi detido no Zimbabué por alegadamente agredir um polícia em Beitbridge, tendo sido libertado sob fiança, mas posteriormente alvo de mandado de detenção por não comparecer em tribunal. Em 2025, voltou a ser detido por agressão a um segurança numa mina em Mazowe, caso que ainda está em curso.

Bellarmine é um dos dois filhos de Robert Mugabe com a sua segunda esposa, Grace Mugabe. O antigo líder zimbabueano, que governou o país durante 37 anos, morreu em 2019 após ter sido deposto em 2017.

Polémica envolvendo “Rei Igbo” na África do Sul

A organização sociocultural global do povo Igbo, Ohanaeze Ndigbo, decidiu proibir a realização de coroações de “reis Igbo” fora da Nigéria, na sequência de uma polémica recente na África do Sul.

A decisão surge após a coroação de um “Rei Igbo” ter gerado forte controvérsia e indignação entre sul-africanos. O Governo da Nigéria apoiou a medida.

A ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Bianca Odumegwu-Ojukwu, afirmou que a prática de coroar reis Igbo no estrangeiro tem afetado negativamente a imagem do país e as suas relações diplomáticas. A decisão foi tomada a 9 de abril, numa reunião em Enugu.

O nigeriano Solomon Ogbonna Eziko tinha sido empossado como líder tradicional da comunidade Igbo na África do Sul a 24 de março de 2026.

Segundo a ministra, estas cerimónias são frequentemente vistas como ofensivas pelas comunidades locais, especialmente quando há exibição de riqueza em contraste com dificuldades económicas enfrentadas por populações dos países de acolhimento.

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