Desde julho de 2025 encontra-se em funcionamento um sistema alternativo de transporte em algumas zonas rurais, assente no uso de tractores equipados com atrelados para o transporte de passageiros, sobretudo em locais onde as estradas se encontram em más condições. A medida foi apresentada como solução para reduzir as dificuldades de mobilidade, mas tem levantado sérias críticas.
Para além da precariedade e falta de segurança a que os passageiros ficam expostos, surgiram questionamentos quanto à transparência do processo de aquisição dos tractores por parte do Estado, em particular no que se refere aos fornecedores envolvidos.
Face a estas suspeitas, o Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) submeteu, no dia 25 de julho, um pedido formal à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que fosse instaurado um processo de fiscalização da legalidade da compra dos veículos.
No entanto, passadas várias semanas, a PGR permanece em silêncio sobre o caso, o que o CDD classifica como um “silêncio barulhento” diante da gravidade das alegações e das dúvidas que pairam sobre o negócio.
