Maputo – O país regista actualmente 16 casos activos de Mpox, distribuídos pelas províncias de Niassa, Manica e Maputo, enquanto 22 pacientes já recuperaram da doença.
A informação foi revelada nesta terça-feira (19) pelo técnico da Direcção Nacional de Saúde Pública (DNSP), Gildo Nhangave, no programa Café da Manhã da Rádio Moçambique. Segundo o responsável, todas as províncias já possuem capacidade laboratorial para diagnosticar a doença.
De acordo com Nhangave, o elevado número de recuperações deve-se ao diagnóstico precoce e ao reforço da vigilância activa.
“Dos 38 casos confirmados até ao momento, 22 já tiveram alta. A Mpox é uma doença como qualquer outra: seguindo as orientações médicas e medidas de prevenção, é possível melhorar. A vigilância deve ser contínua”, afirmou.
O técnico sublinhou ainda a importância de identificar pacientes com sintomas compatíveis para que os exames laboratoriais confirmem ou descartem a circulação do vírus.
Niassa concentra a maior parte dos casos activos, razão pela qual as autoridades reforçam a prevenção na província, em coordenação com os países vizinhos.
“Temos realizado encontros transfronteiriços com Malawi e Tanzânia. Os primeiros casos, registados em julho, foram identificados graças à cooperação regional”, explicou Nhangave.
Ele destacou ainda o papel dos comités de vigilância transfronteiriça, que permitem partilhar informações sobre situações anormais de saúde junto às fronteiras. Foi através desses mecanismos que Moçambique teve conhecimento da entrada de pacientes com sintomas sugestivos de Mpox.
Quanto à vacinação, Nhangave revelou que o país aguarda resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao pedido de fornecimento de doses.
“Temos garantias de que Moçambique será contemplado. Tudo dependerá da evolução da situação epidemiológica para que as vacinas cheguem o mais cedo possível”, assegurou.
Nas últimas 24 horas, foi notificado um caso suspeito em Niassa, mas os testes deram resultado negativo. Os dois pacientes que se encontravam sob vigilância em Manica já receberam alta médica.
