Maputo, 29 de agosto de 2025 – A Comissão Nacional de Eleições (CNE) notificou 12 dos 37 partidos políticos que disputaram as eleições gerais de 9 de outubro de 2024, para corrigirem falhas na gestão dos fundos públicos recebidos para a campanha eleitoral.
A medida gerou críticas do Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI), cujo presidente, Mário Albino, considera questionável a ausência do partido no poder, a Frelimo, entre as formações chamadas a prestar contas.
Segundo Albino, a decisão da CNE é “extemporânea e intrigante”, uma vez que, de acordo com a lei, os partidos dispõem de 60 dias após o último apuramento eleitoral para justificar a aplicação dos fundos recebidos. “Estamos no oitavo mês depois do processo e só agora os partidos são notificados. O mais curioso é que a Frelimo não consta da lista”, afirmou.
Para o líder do AMUSI, a iniciativa representa uma forma de perseguição aos partidos da oposição e reflete a falta de abertura no diálogo político nacional. “O diálogo deve ser mais inclusivo. No mínimo, todos os partidos que concorreram às eleições gerais deviam ser chamados para discutir, porque foram eles que estiveram no centro destas divergências”, defendeu.
As declarações foram feitas durante uma conferência de imprensa realizada em Nampula, onde Albino apelou a maior transparência e igualdade no tratamento das forças políticas do país. Ler mais…
