Mais de setecentos funcionários do Conselho Municipal da cidade de Chimoio, com mais de dez anos de serviço, afirmam sentir-se “escravizados” pela edilidade, alegando maus-tratos, perseguições e ameaças por reivindicarem a implementação da Tabela Salarial Única (TSU) e outros direitos laborais.
De acordo com os trabalhadores, a situação agravou-se após o início do primeiro mandato do atual edil, João Ferreira. Apesar de a TSU já estar em vigor noutros municípios, em Chimoio os funcionários dizem continuar sem beneficiar-se do novo enquadramento salarial, o que consideram uma violação dos seus direitos.
Os queixosos afirmam também estar a ser alvo de perseguição por exigirem melhores condições de trabalho. Alguns dizem sentir saudades da gestão do antigo edil, Raúl Conde, e chegam a comparar o contexto atual a práticas do período colonial.
Os funcionários referem que enviaram cartas de reclamação ao Secretário de Estado, à Governadora de Manica e ao Secretário Provincial da Frelimo, mas afirmam que, até agora, não obtiveram qualquer resposta.
A situação arrasta-se há vários anos e, segundo os trabalhadores, não existem ainda sinais de uma solução definitiva.
