O mistério das 50 armas apreendidas no aeroporto que ninguém quer explicar

MAPUTO – Prestes a completar doze meses desde o escândalo no Aeroporto Internacional de Maputo, o silêncio das autoridades moçambicanas sobre o confisco de armamento pesado é ensurdecedor. Tanto a Autoridade Tributária (AT) como as Alfândegas de Moçambique recusam-se a prestar esclarecimentos sobre o destino das 50 armas de guerra importadas pela empresa Nello Gonçalves Filho Espingardaria e Carreira de Tiros, Limitada, entidade associada ao atual Ministro do Interior, Paulo Chachine.

O Silêncio das Instituições

​Embora a própria AT tenha sido o órgão responsável pela retenção do material bélico em solo aeroportuário, a instituição não divulgou, até ao momento, qualquer informação sobre os procedimentos legais subsequentes ou o local onde as armas se encontram armazenadas.

​Ao serem contactadas recentemente pela equipa de reportagem da MBC TV, ambas as instituições mantiveram uma postura de total evasão. A recusa em abordar o tema levanta suspeitas graves sobre:

  • ​O cumprimento do rigor e da transparência fiscal;
  • ​O compromisso com a segurança nacional, dado que se trata de mercadoria de alta perigosidade;
  • ​A possível existência de influências externas no processo.

Material de Guerra sob Suspeita

​Tratando-se de material classificado como equipamento de guerra, a falta de prestação de contas gera um vazio de autoridade e alimenta dúvidas sobre se a lei está a ser aplicada de forma igualitária, especialmente quando o caso envolve figuras de topo da governação.

​A sociedade aguarda uma resposta oficial sobre o desfecho deste caso, que permanece como um dos pontos de interrogação mais sensíveis na gestão do controlo de armas em Moçambique.

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