Maputo, 06 mar 2026 — O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, afirmou nesta sexta-feira que o atraso no cronograma do Diálogo Nacional Inclusivo, provocado pela época chuvosa, não irá comprometer o calendário eleitoral do país. O compromisso de cumprir os prazos foi reafirmado durante o arranque de mais uma sessão do diálogo político.
Segundo Chapo, a mobilidade das equipas técnicas foi dificultada pelo período chuvoso, além de terem surgido desafios na alocação de recursos, deixando 33 distritos ainda não abrangidos. “Como este é um diálogo nacional inclusivo, não faria sentido que esses distritos fossem deixados de fora. Decidimos que é fundamental completá-los”, explicou.
O chefe de Estado garantiu que o cronograma de dois anos até a apresentação do relatório final será respeitado, conforme estipulado na lei do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, firmado pelos partidos no ano passado. Ele reforçou que o pacote eleitoral continuará a ser discutido como prioridade, de modo a ser submetido à Assembleia da República ainda em 2026.
O Diálogo Nacional Inclusivo é coordenado pela Comissão Técnica (COTE) e visa tratar de temas estratégicos, incluindo a criação de forças de segurança apartidárias, revisão do modelo eleitoral, atualização da Constituição, reconciliação nacional, unidade do país e descentralização governativa.
Daniel Chapo promulgou em abril a lei que formaliza o compromisso político, aprovado pelo Parlamento, em cumprimento ao acordo assinado em março de 2025. O objetivo é superar a violência e a instabilidade social que surgiram após as eleições gerais de 09 de outubro de 2024, contestadas pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que rejeitou os resultados que deram vitória a Chapo, candidato apoiado pela Frelimo.
