Blogger egípcio libertado após mais de seis anos de prisão por alegada divulgação de notícias falsas

O blogger egípcio Mohamed Ibrahim Radwan, conhecido nas redes sociais como “Mohamed Oxygen”, foi libertado após passar mais de seis anos detido, acusado de divulgar notícias falsas. A libertação foi confirmada pela organização Repórteres Sem Fronteiras.

A organização, que atribuiu ao blogger o Prémio Coragem em 2023, saudou a sua libertação, ocorrida no dia 20 de Março, considerando o caso um exemplo das dificuldades enfrentadas por jornalistas e activistas no Egipto.

Mohamed Oxygen, fundador do blogue “Oxygen Egypt”, foi detido em 2019 depois de publicar vídeos nas redes sociais relacionados com protestos contra o Presidente do Egipto, Abdel Fattah al-Sisi.

Desde a sua chegada ao poder, após os acontecimentos políticos de 2013, várias organizações internacionais têm acusado o governo egípcio de restringir a liberdade de expressão e perseguir vozes críticas.

A Iniciativa Egípcia para os Direitos Humanos afirmou que o blogger foi condenado a quatro anos de prisão em 2021, mas o tempo que permaneceu em prisão preventiva não foi descontado da pena, o que, segundo a organização, viola a legislação do país.

Entretanto, a Procuradoria egípcia anunciou recentemente a libertação de vários detidos após uma revisão das suas situações jurídicas, afirmando que a medida faz parte do compromisso das autoridades em garantir justiça e respeito pela lei.

Organizações internacionais como a Human Rights Watch e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos têm criticado o sistema judicial egípcio, alegando que alguns críticos do governo são mantidos presos através de novos processos e detenções preventivas prolongadas.

De acordo com o Índice Mundial de Liberdade de Imprensa da Repórteres Sem Fronteiras, o Egito continua entre os países com pior classificação em termos de liberdade de imprensa, ocupando uma das últimas posições no ranking mundial.

Organizações de direitos humanos afirmam que o país mantém milhares de presos políticos, incluindo jornalistas, activistas e membros da oposição, acusações que o governo egípcio tem negado repetidamente.

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