O piloto das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Joel dos Santos, decidiu não regressar ao país após viajar em serviço para o exterior, tornando-se oficialmente um foragido das autoridades moçambicanas. A decisão de não retornar ocorreu logo após o comandante tomar conhecimento de que era alvo de um mandado de captura.
O Envolvimento no Esquema de Corrupção
Joel dos Santos era conhecido por ser o braço direito de Hilário Tembe, o então director operacional da companhia aérea. A sucessão de eventos que levou à sua fuga ocorreu da seguinte forma:
- Em fevereiro, enquanto o piloto se encontrava na Etiópia a frequentar uma acção de formação paga pela empresa, Hilário Tembe e outros três membros da Administração da LAM foram detidos.
- O nome de dos Santos foi arrolado na mesma investigação de corrupção que culminou na prisão dos seus chefes.
- Ao ser informado sobre a queda da cúpula da LAM e sobre a emissão do mandado de prisão contra a sua própria pessoa, o comandante optou por não embarcar de volta a Moçambique, mantendo-se em paradeiro desconhecido.
Confirmação Oficial pelo Ministério Público
O estatuto de foragido de Joel dos Santos está documentado no informe anual de actividades do Ministério Público. O relatório, assinado pelo Procurador-Geral da República, Américo Letela, aborda especificamente os escândalos envolvendo a companhia aérea.
No documento, a situação do piloto é detalhada no âmbito do processo nº. 06/11/P/GCCC/2023. O informe da Procuradoria-Geral da República será apresentado e debatido na Assembleia da República já amanhã, quarta-feira, 22 de abril.
Fonte: Canal Moz
