Uma instituição financeira efectuou o pagamento de 20 mil rúpias — um valor que ronda os 13.473,60 Meticais —, acrescido de juros, a um cidadão que se viu forçado a carregar o esqueleto da sua própria irmã até às instalações da agência. A resolução surgiu apenas depois de o banco reconhecer a grave falha no seu protocolo de atendimento, motivada pela enorme repercussão que o caso ganhou nas redes sociais.
O desfecho desta insólita situação registou-se na passada terça-feira (28), momento em que as autoridades competentes atestaram formalmente que o indivíduo é o único herdeiro legal da falecida. A libertação dos fundos colocou um ponto final num impasse provocado pela extrema e inflexível exigência da agência bancária em relação à comprovação física e documental do óbito.
Para além da entrega do montante, a pressão gerada pelo episódio forçou a aceleração dos trâmites legais para a emissão de documentos essenciais, nomeadamente a certidão de óbito e a declaração de herdeiro. Estas diligências permitiram finalmente regularizar uma situação que se encontrava completamente paralisada por entraves burocráticos.
O cenário dantesco espoletou uma onda de críticas e debates públicos sobre a ineficiência e as falhas nos procedimentos administrativos das instituições. A repercussão do caso serviu ainda para colocar em discussão as extremas dificuldades e a humilhação que muitos cidadãos enfrentam na tentativa de aceder aos seus direitos mais básicos.
