A tecnologia na China está a dar um passo além com o desenvolvimento de um pequeno aparelho portátil capaz de projetar hologramas 3D de entes queridos e animais de estimação que já partiram. Tudo isto é gerado por Inteligência Artificial, que reconstrói a pessoa a partir de fotografias, vídeos e gravações de áudio deixadas em vida.
Recentemente, um vídeo tornou-se viral na rede social Weibo, exibindo o que parece ser um protótipo: uma pequena caixa transparente onde o holograma de um idoso interage dizendo: “O avô está bem aqui”. Embora o dispositivo físico seja novidade, a premissa não é. A China já conta com um mercado em expansão de “ressurreição digital” via IA, focado em criar avatares que copiam a personalidade e a voz de falecidos para trazer conforto às famílias em luto.
Basicamente, o conceito de “vida digital após a morte” está a abandonar os ecrãs dos telemóveis para se transformar num objeto físico que cabe no bolso.
Estaremos perante um episódio de Black Mirror vendido nas lojas, ou trata-se apenas de uma ferramenta moderna para ajudar a lidar com a dor da perda?
Teria um holograma de alguém que já partiu na sua casa para se reconfortar, ou sente que esta tecnologia ultrapassa os limites éticos e emocionais?
