Em meio a intermináveis horas de espera por combustível, avolumam-se as queixas de que alguns utentes estão a receber tratamento privilegiado em determinados postos de abastecimento da capital.
O caso mais recente foi exposto por uma cidadã na madrugada desta quarta-feira. Segundo o seu relato, funcionários do posto de abastecimento da rede “OK”, na cidade de Maputo, estariam a contornar as filas para abastecer bidões a um grupo específico de pessoas, exigindo em troca um pagamento ilícito, vulgo “nhonga”.
A situação de favorecimento gerou forte indignação entre os automobilistas presentes. Face à onda de reclamações, os frentistas optaram por suspender o atendimento e encerrar as bombas, justificando a ação com uma suposta rutura de stock de combustível. A desculpa gerou revolta, sobretudo porque muitos dos condutores prejudicados aguardavam no local desde as 15h00 do dia anterior (terça-feira).
