WASHINGTON – Num movimento estratégico para facilitar um desfecho diplomático, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta terça-feira a suspensão temporária da escolta de navios comerciais no Estreito de Ormuz. A decisão interrompe a chamada “Operação Liberdade”, lançada originalmente para proteger embarcações face ao bloqueio naval iraniano naquela via navegável.
O Papel da Mediação e o “Grande Progresso”
Através de uma mensagem publicada na rede social Truth Social, Trump explicou que a medida atende a pedidos directos do Paquistão, que tem actuado como mediador no conflito, e de outras nações aliadas. Segundo o Presidente norte-americano, as conversações com Teerão registaram um “grande progresso”, o que justifica esta pausa operacional.
A suspensão terá uma duração curta, servindo como uma “janela de oportunidade” para verificar se o acordo diplomático pode ser finalmente concluído e assinado pelas partes envolvidas.
Transição da Ofensiva para a Defensiva
A posição da Casa Branca foi reforçada por Marco Rubio, Secretário de Estado norte-americano, que confirmou o fim da fase de ataque. Rubio declarou que a operação ofensiva denominada “Fúria Épica” foi oficialmente encerrada, conforme comunicado ao Congresso.
Nesta nova fase, Washington adoptou uma postura estritamente defensiva sob o novo “Projecto Liberdade”. Os principais objectivos desta missão são:
- Resgate de Tripulações: Auxiliar os marinheiros de navios retidos no Estreito de Ormuz.
- Segurança Civil: Mitigar o impacto do bloqueio, que já causou a morte de 10 civis.
Regras de Engajamento e Letalidade
Apesar da suspensão das escoltas activas, o Secretário de Estado deixou um aviso claro: os Estados Unidos não tomarão a iniciativa de abrir fogo, mas a prontidão militar permanece elevada. Rubio assegurou que, caso as forças norte-americanas envolvidas no “Projecto Liberdade” sejam visadas em ataques, a resposta será executada “com letalidade”.
