Na República Democrática do Congo, um grupo revoltado de pessoas ateou fogo a um setor de um hospital. O incidente ocorreu após amigos e parentes de um rapaz — cuja morte é suspeita de ter sido causada pelo vírus Ebola — serem proibidos de retirar o cadáver do local para realizar o funeral.
Em declaração à emissora BBC, uma autoridade política da região relatou que certos familiares duvidavam da real existência da doença, que já foi responsável por mais de 130 óbitos na área. Durante o caos gerado, as forças policiais precisaram efetuar disparos de alerta com o objetivo de dispersar os manifestantes.
Cadáveres de pessoas vitimadas pelo Ebola apresentam um altíssimo risco de contágio, o que obriga os órgãos competentes a garantirem sepultamentos rigorosamente controlados para conter o avanço do vírus. A diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que as vítimas recebam “enterros seguros e dignos”, exigindo que o manuseio dos corpos seja feito exclusivamente por equipes capacitadas e utilizando equipamentos de proteção individual adequados.
